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Fontes de energia no Treinamento Físico

3 de agosto de 2017 por Fernanda Andrade

Os sistemas se diferem consideravelmente em complexidade, regulação, capacidade, força e tipos de exercícios para cada um dos sistemas de energia predominantes

Fontes de energia no Treinamento Físico

A fonte de energia para a prática de exercícios é estudado pela bioenergética, que refere-se às fontes de energia para a atividade muscular. O termo energia é simplesmente definido como a habilidade de fazer trabalho. A fonte de energia do organismo humano provém dos nutrientes encontrados em nossa alimentação. A energia adquirida através dos alimentos precisa ser transformada em um composto chamado trifosfato de adenosina (ATP) antes que possa ser aproveitada pelo organismo para a ação muscular (WILLIAMS, 1995). O Corpo processa três tipos diferentes de sistema para a produção de energia.

Os sistemas se diferem consideravelmente em complexidade, regulação, capacidade, força e tipos de exercícios para cada um dos sistemas de energia predominantes. Cada um é utilizado de acordo com a intensidade e duração dos exercícios. Eles são classificados em: ATP- CP, Sistema Glicolítico (Lático e Alático) e o Oxidativo (Aeróbio).

ATP-CP

O sistema fosfogênio representa a fonte de ATP de disponibilidade mais rápida para ser usada pelo músculo. A fosfocreatina (PC), assim como o ATP, é armazenada nas células musculares. Tanto o ATP quanto a PC, ao terem os seus grupamentos fosfatos removidos, libera uma grande quantidade de energia, que imediatamente fica disponível ou é acoplada à ressíntese de ATP.

 

GLICOLÍTICO (Lático e Alático)

O sistema ácido lático também proporciona uma fonte rápida de energia, a glicose. Ele é a primeira fonte para sustentar exercícios de alta intensidade. O principal fator limitante na capacidade do sistema não é a depleção de energia, mas o acúmulo de lactato no sangue. A maior capacidade de resistência ao ácido lático de um indivíduo é determinado pela habilidade de tolerar esse ácido.

Este sistema proporciona energia para atividades físicas que resultem em fadiga de 45 -90 segundos. (McARDLE et all, 1992).

 

AERÓBIO

 

O sistema aeróbio é um complexo de vários componentes diferentes. Por causa de sua habilidade de utilizar carboidratos, gorduras e proteínas como fonte de energia e porque produz somente o CO2 e água como produto final, esse sistema tem capacidade ilimitada de produzir ATP. Sua complexidade e necessidade por constante suprimento de O2 é que limita a produção de ATP.

 

PRINCÍPIOS CIENTÍFICOS DO TREINAMENTO

 

Princípio da Individualidade Biológica

Todos os seres humanos resultam da associação do genótipo (carga genética) com o fenótipo (ação do meio ambiente sobre o ser humano).

 

GENÓTIPO  

Genótipo é a carga genética transmitida à pessoa e que determinará diversos fatores como: composição corporal, biotipo, altura, força, entre outras.

 

FENÓTIPO

Fenótipo pode ser entendido como tudo que é acrescido ao indivíduo a partir do nascimento, sendo responsável por fatores como: habilidades técnicas, consumo máximo de oxigênio, entre outras.

Além desses caracteres individuais, algumas características coletivas influenciam a formação da individualidade. Assim como: o sexo, a idade e a raça determinam fatores comuns para grupos de pessoas.

 

PRINCÍPIOS DA ADAPTAÇÃO

O objetivo do treinamento é, através de stress físicos, “quebrar” essa homeostase, desencadeando um processo denominado de Síndrome de Adaptação Geral (SAG).

A homeostase pode ser rompida por fatores internos (geralmente oriundos do córtex cerebral) ou externos como calor, variação da pressão, esforço físico, traumatismo. Assim, sempre que a homeostase é rompida, o organismo dispara um mecanismo compensatório que procura restabelecer o equilíbrio.

A Síndrome de Adaptação Geral pode ser dividida em três fases: Fase de Excitação, Fase de Resistência e Fase de Exaustão.

PRINCÍPIO DA SOBRECARGA 

Imediatamente após a aplicação de uma carga de trabalho, há uma recuperação do organismo, visando a restabelecer a homeostase. Um treinamento de alta intensidade provocará a depleção das reservas energéticas orgânicas e o acúmulo de ácido lático e outros substratos. A reposição destas reservas se faz em nível muscular nos primeiros 3 ou 5 minutos de recuperação (Mathews e Fox, 1983). No entanto, em nível orgânico, somente o repouso prolongado e a alimentação suficiente possibilitarão a reposição total. Hegedus (1969) chamou esse fenômeno de “assimilação compensatória”, que seria composta de um período de recuperação, no qual seriam recompostas as energias e substratos depletados, e de um período de restauração ampliada, no qual seria assimilada uma “overdose” energética. (DANTAS, 1998).

O equilíbrio entre o estímulo aplicado e o tempo de recuperação é que garantirá a existência da supercompensação de forma permanente.

Resumindo, podemos definir os seguintes critérios para aplicação de sobrecargas.

A aplicação de uma nova carga dependerá:

  1. Da intensidade da carga anterior;
  2. Do período de recuperação (anabolismo);
  3. Do período de restauração ampliada (supercompensação).

 

RELACIONANDO COM ATIVIDADE FÍSICA OU TREINAMENTO

 

ATP-CP

O sistema ATP-CP, supre a energia de no máximo 15-20 segundos para os exercícios de curta duração como: lançamentos, chutes e de 30-45 segundos, nos de maior duração corridas de 100-200 m, provas de natação de 50 m, saltos de grande amplitude e levantamento de peso.

 

GLICOLÍTICO

O sistema Glicolítico é usado em atividades como: corridas de 400-800 m provas de natação de 100-200 m, também proporcionando energia para piques de alta intensidade no futebol, basquetebol, voleibol, tênis, badminton e outros esportes. O denominador comum dessas atividades é a sustentação de esforço de alta intensidade com duração de 1-2 minutos. A principal fonte de energia desse sistema é o carboidrato.

 

AERÓBIO

Esse sistema fornece energia para exercícios de intensidade baixa para moderada. Fornece energia para atividades como dormir, descansar, sentar, andar e outros.

Os melhores exemplos de exercícios que recrutam o sistema aeróbio são: corridas mais longas de 5000 m, natação mais que 1500 m, ciclismo mais que 10 km, caminhada e triathlon.

Qualquer atividade sustentada continuamente em um mínimo de 5 min é considerada aeróbia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FOX, Edward L. & MATHEWS, Donald K. – Bases fisiológicas da ed. física e dos desportos, 3 ed., Rio de Janeiro, Interamericana, 1983.

McARDLE, William D. KATCH, Frank. – Fisiologia do exercício, energia, nutrição e desempenho humano. Rio de Janeiro, Interamericana, 1985.

SANTAREM, J.M. – Apostila do Curso de Musculação FEPAM – Fisiologia dos exercícios com pesos, 5 ed. São Paulo, 2001.

Fonte: Portal Personal Trainer Virtualwww.personaltrainervirtual.com.br