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A Depressão na Terceira Idade

17 de agosto de 2017 por Fernanda Andrade

Seus sintomas são fadiga, irritabilidade, isolamento e pensamentos de suicídio

A Depressão na Terceira Idade

O envelhecimento é um fenômeno biológico e psicológico que gera influência a nível familiar e social. O processo de envelhecimento caracterizado pela perda gradual das funções orgânicas, onde o idoso retém sua capacidade intelectual e física em níveis aceitáveis, é chamado de senescência. E quando os sinais de degeneração muito intensos aparecem, ocorre o envelhecimento patológico, chamado senilidade. O ciclo da vida humana é uma dinâmica comportamental, que cada indivíduo passa fase a fase, onde não se deve esquecer a concepção de ser humano lembrando de sua constituição e estruturação física e psicológica.

A qualidade de vida na terceira idade pode ser influenciada por alguns aspectos, tais como: o aspecto físico, que é caracterizado pelo crescente declínio das funções dos sistemas fisiológicos comprometendo a saúde; o aspecto psicológico, caracterizado por perdas na auto-imagem e auto-estima. Essas perdas são significativas devido ao envelhecimento, no sentido de se sentirem inúteis, pouco estimados e respeitados; e no aspecto social, a sociedade aliena o idoso do processo social. Muitos estudos apontam a possibilidade de pessoas fisicamente ativas, em qualquer idade, apresentarem uma melhor saúde mental do que sedentários. A faixa populacional que tende a sofrer com transtornos psicológicos são os idosos. E o maior problema por eles enfrentado é a depressão psíquica.

A depressão é caracterizada por tristeza, baixa da auto-estima, pessimismo, desesperança e desespero. Seus sintomas são, fadiga, irritabilidade, retraimento e pensamentos de suicídio. O comportamento depressivo é considerado uma resposta inadaptada a alguma perda. Os diversos transtornos da vida como: perdas afetivas, aposentadoria, afastamento de atividades profissionais, sociais e familiares e dificuldades econômicas podem levar a problemas de saúde mental.

Portanto, a probabilidade de um idoso apresentar problemas de saúde mental pode ser maior do que em um jovem.

À medida que uma pessoa experimenta a situação de isolamento, as chances de aumentar a depressão são maiores. Existem evidências de que idosos internos apresentam maiores índices de depressão do que os não internos, que a boa saúde física e mental em idosos tem estreita relação 15 e de que as atividades sociais refletem de modo positivo no bem-estar físico e emocional desses indivíduos.

A auto-estima está continuamente sendo ameaçada no idoso. E dentre os fatores que podem promover a auto-estima destacam-se, principalmente, a saúde física, que favorece a independência; a saúde psicológica, que permite reagir com mecanismos de enfrentamento e defesa; pessoas que as permitem convivência e não isolamento; e segurança econômica, para suprir suas necessidades básicas. Na falência desses fatores o idoso não mantém sua auto-estima e tende a ficar depressivo.

A saúde mental do idoso está sustentada na percepção de ter sido útil e produtivo para sua família e sociedade. A aceitação da terceira idade como parte do ciclo da vida é um modo de aceitar a velhice. Quando essa aceitação não ocorre, a negatividade sobre si mesmo favorece ao quadro depressivo.

A depressão moderada em idosos, quando ocorre devido à falta de estímulo e não a uma causa intrínseca, pode ser atenuada quando possibilitamos ao idoso algo que ele gostaria de fazer.

A depressão é comum em indivíduos idosos e tem relação íntima com o declínio físico posterior. Foi encontrada a relação de que, quanto mais sintomas, maior a deterioração física. Assim como pacientes com bom estado de rendimento físico sem incapacidades, à gravidade dos sintomas depressivos, puderam preceder a diminuição do desempenho físico.

Indivíduos com depressão leve a moderada podem demonstrar melhora no quadro depressivo pelo incremento de atividade física regular tanto como de terapias convencionais.

A associação de exercício com contato social resultaram em redução significante no escore total da Escala de Depressão de Beck. O exercício, a curto prazo, demonstrou efeito positivo, reduzindo sintomas depressivos no idoso moderadamente deprimido. O treinamento de resistência progressiva, durante o período de 10 semanas, demonstrou ser um antidepressivo efetivo para tratar idosos deprimidos melhorando também força, moral, qualidade de vida e papel social.

A educação física embasada em estudos teóricos e práticos vem se preocupando em avaliar e analisar as influências e benefícios da atividade física em atletas, sedentários e em pessoas sadias ou com alguma patologia. A comprovação de que a atividade física regular traz inúmeros benefícios, tanto fisiológicos como psicológicos aos seus praticantes, está documentada na literatura.

O emprego de um programa de atividades físicas para pessoas idosas tende a aumentar seu estado de saúde, diminuindo a dependência, a ociosidade, favorecendo a socialização, e com isso melhorando sua qualidade de vida.

Assim, como outros fenômenos orgânicos, o envelhecimento deve ser conhecido não só no seu aspecto anatomo-fisiológico, mas também psicológico. O envelhecimento vem sendo encarado como um processo patológico e não como uma fase normal do ciclo da vida. Seria necessário não tentar combatê-lo, mas sim, passar a entendê-lo, pois passou a ser uma necessidade conhecer os aspectos orgânicos, psíquicos e sociais de uma população que cresce continuamente, tentando assim, reduzir os possíveis problemas de saúde pública.

Fonte: Portal Personal Trainer Virtual – www.personaltrainervirtual.com.br